Fundada em 1887
A casa que permaneceu
Quatro gerações de uma família de Tiradentes cuidam destas paredes de pedra. A Jequitibá não foi construída para ser pousada — tornou-se uma porque as pessoas pediram para ficar.
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De residência a casa de hóspedes
A construção começou em 1887, quando Antônio Ferreira das Pedras — tropeiro estabelecido em Tiradentes — encomendou a casa para sua família. As paredes de pedra calcária foram assentadas por mestres de obra da própria cidade, usando cal extraída da Serra de São José. O telhado de barro e a estrutura de madeira de lei vieram de mata próxima, hoje preservada.
Por décadas a casa foi residência. A transição para hospedagem aconteceu de modo gradual nos anos 1990, quando a neta de Antônio, Dona Conceição Ferreira, começou a acomodar viajantes que chegavam sem reserva e ficavam sem opção na cidade nos fins de semana de temporada alta. O boca a boca foi suficiente.
Hoje a casa tem oito quartos, cada um com nome de uma árvore nativa da região: Jequitibá, Ipê, Cedro, Aroeira, Embaúba, Copaíba, Candeia e Angico. Nada de reformas que apaguem a pedra ou cubram a madeira. O que mudou foi o encanamento, a fiação e os colchões.
A família ainda mora no conjunto. A cozinha onde se faz o café da manhã é a mesma de sempre, ampliada para dar conta dos hóspedes. O fogão a lenha funciona nos meses frios.
A missão da casa
Oferecer um lugar para descansar que seja, antes de tudo, uma casa. Não um produto turístico, não uma experiência empacotada. Uma casa com história, com cheiro de madeira antiga e café coado, onde o hóspede tem espaço para ficar quieto.
- Manter a autenticidade da construção colonial
- Usar produtores locais no café da manhã
- Atender pessoalmente cada reserva
- Informar honestamente sobre escadas e acessos
- Preservar o pátio e o jequitibá centenário
anos da edificação
quartos com nome de árvore
gerações da mesma família
anos do jequitibá do pátio
Quem cuida da casa
A família Ferreira
Maria Ferreira
Anfitriã principal
Neta de Dona Conceição, cresceu na casa e conhece cada pedra pelo nome. Cuida das reservas, do café da manhã e das conversas no pátio.
Rodrigo Ferreira
Manutenção e recepção
Irmão de Maria, responsável pela conservação da estrutura histórica e pelo atendimento aos hóspedes nos fins de semana e feriados.
Dona Sebastiana
Cozinha
Quarenta anos fazendo pão de queijo e bolo de fubá na mesma cozinha. Conhece os fornecedores pelo primeiro nome e só usa queijo de pequenos produtores da região.
Como trabalhamos
Padrões da casa
Não há manual corporativo. Há práticas que a família mantém há décadas e que as visitas confirmaram como certas.
Patrimônio preservado
A edificação segue as diretrizes do IPHAN para imóveis no perímetro tombado de Tiradentes. Qualquer intervenção é documentada e aprovada antes de começar.
Limpeza e arrumação
Quartos preparados a cada troca de hóspede. Roupas de cama e toalhas trocadas diariamente em estadias de quatro ou mais noites. Produtos de limpeza sem fragrância artificial.
Ingredientes com procedência
Queijo de queijaria familiar de Coronel Xavier Chaves. Café de torrador artesanal de São João del-Rei. Frutas de horta próxima. Nada embalado industrialmente na mesa do café.
Privacidade dos hóspedes
Não compartilhamos dados de hospedagem com terceiros. Registros são mantidos pelo prazo legal e usados apenas para comunicação direta com o hóspede.
Segurança e emergência
Extintores revisados, saídas sinalizadas, kit de primeiros socorros disponível. O Corpo de Bombeiros de São João del-Rei atende Tiradentes em até 20 minutos.
Atendimento sem intermediário
Reservas por telefone, e-mail ou formulário respondidas pela própria família — não por atendimento terceirizado. O hóspede fala com quem vai abrir a porta.
Hospedagem em Tiradentes com história e cuidado
Tiradentes recebe visitantes há décadas, mas as opções de hospedagem que mantêm vínculo com a arquitetura original da cidade são relativamente raras. A Jequitibá é uma delas. Não por escolha de nicho, mas porque a família nunca abriu mão das paredes de pedra e cal, do piso de taco de madeira e das janelas de veneziana pintadas de azul-cobalto.
Para quem chega de carro pela MG-338, a casa fica a três minutos a pé da praça central. Para quem chega de ônibus da linha São João del-Rei, o ponto de parada fica a quatro quarteirões. Não há traslado necessário — a localização é parte do que a casa oferece.
A hospedagem na Jequitibá é indicada para viajantes que querem conhecer o centro histórico de Tiradentes com tranquilidade: museus, igrejas barrocas, ateliês de artesãos e restaurantes tradicionais estão todos a distância de caminhada. A cidade não tem semáforos — o ritmo é outro.
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